Série Dinheiro e Poder: Globalistas, Progressistas, Liberais, Comunistas.

Em uma série de artigos separados, faço uma análise das principais agendas globais que se instalaram no planeta nos últimos 30 anos (ou mais). Globalistas, Progressistas, Liberais, todos cooptados pela filosofia comunista e os objetivos: dinheiro e poder.

Comecei a escrever um artigo para cobrir todos estes assuntos. Quando me dei conta, apenas o capítulo sobre o Globalismo já estava enormes sem estar finalizado e sem ser extremamente detalhado.

Resolvi então abordar cada um destes temas em artigos separados e introduzir esta série de artigos neste post, aí sim, com uma visão mais sucinta sobre cada um deles.

Poder | Poderosos

Há dois poderes predominantes no mundo. O poder econômico e o poder político. Ambos têm interesses similares.

O poder econômico quer ter mais dinheiro e poder e o poder político quer ter mais poder e dinheiro.

Desta forma, a conciliação de interesses fica bem simples, entre eles. Outrossim, o próprio equilíbrio entre estes dois poderes é promovido pela capacidade de um em diminuir o poder do outro.

O poder econômico pode derrubar um presidente e o poder político pode arrasar um conglomerado de empresas com o uso de uma caneta.

O poder econômico é exercido por grandes conglomerados empresariais. Estes conglomerados não são visíveis para nós como marcas. O que realmente enxergamos são várias grandes empresas, aparentemente concorrentes.

Por exemplo, a grande parte dos conteúdos de mídia que consumimos hoje, pertencem a apenas três empresas: Comcast, AT&T (Time Warner) e Verizon.

Então você xinga a CNN e muda para um filme na HBO, mas estará consumindo do mesmo grupo de pessoas.

E dividir um mercado global entre três CEOs é bem fácil de ser resolvido em um almoço ou um fim de semana em Davos, sob a imagem de “discussão sobre o futuro da humanidade”.

O mesmo acontece em vários grupos industriais do mundo.

O poder político é exercido pelos governos dos países. Países com maior poderio econômico e militar têm mais poder sobre países mais pobres e sobre o poder econômico.

Países mais pobres tem poder sobre suas populações, normalmente numerosas, mas apitam pouco da esfera global.

O poder político se utiliza de uma ideologia para influenciar os povos. Interna e externamente.

A mídia, um braço do poder econômico, atua no apoio da difusão da ideologia do poder político, formando a opinião da população em geral e guiando-a no caminho que foi decidido lá nos almoços em Davos.

Para o poder econômico, pouco importa a ideologia, desde que dê dinheiro. Desta forma, são igualmente parceiros de Estados Unidos e Irã, de China e Índia, de árabes e judeus.

Um sistema de freios e contrapesos que funcionava perfeitamente bem até a chegada das redes sociais.

Redes Sociais e Conservadorismo

As redes sociais começaram como plataformas de entretenimento. Mas sua evolução levou pessoas comuns a adquirirem audiência relevante e, assim, a capacidade de influenciar muitas pessoas.

Não surpreendente, as vozes que começaram a se sobressair foram aquelas que justamente criticavam todo este sistema de poder, já que não sentiam-se representadas pelas narrativas impostas pela mídia (jornalismo e entretenimento).

Mr. D congratulates President Bolsonaro of Brazil
Ex-Presidente Trump cumprimenta Presidente Bolsonaro

O sistema de poder entrou em perigo quando Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos e rapidamente tomou decisões que desafiavam frontalmente os poderes econômicos e políticos estabelecidos.

Dois anos depois, Jair Bolsonaro trouxe o Brasil à chamada “onda conservadora”, que já iniciara-se com Viktor Orbán na Hungria e em outros países como Polônia e Índia, esta feroz opositora da China.

Em 2018, o mundo estava se desenhando com a principal potência militar e econômica do mundo e dois dos principais países emergentes sob governos conservadores fortes, apoiados por algo em torno de 20% da população mundial e, portanto, capazes de provocar um tsunami conservador no restante do mundo e uma ruptura das agendas globais que vinham sendo pacientemente implementadas.

Agendas Globais

Estas agendas não são autodenominadas globalistas, progressistas ou liberais. Estes termos emergiram ao longo do tempo a partir do entendimento do que eles estavam fazendo ou promovendo.

De forma bem geral, a ser aprofundada nos próximos artigos

Globalismo | Globaslistas

O globalismo se interessa pela distribuição de tarefas econômicas pelo mundo, organizadas de forma central, global. É o “governo único”.

Há países que terão a tarefa de produzir alimentos e minérios, outros a de industrializar as matérias-primas, outros a de consumir tudo e outros como reserva de riquezas para o futuro, como os países africanos.

Este governo único nunca conseguiu ser implementado pois encontrava oposição de nações poderosas, que então deveriam se submeter a este governo.

Para isso, criou-se as organizações globais sob o pretexto de defenderem os interesses da humanidade. A mais proeminente delas é a ONU, com suas subsidiárias OMS, FMI, Conselho de Segurança e UNICEF.

Delas partem ações globais como acordos para o clima, ajuda financeira pra países, autorizações para guerras, fórums econômicos e gestão de pandemia.

A solução para apressar a instalação deste governo global aparece em meados da década de 90 com a China, conseguindo simultaneamente, adquirir a capacidade de gerar uma monstruosa riqueza sem abrir mão de qualquer poder sobre sua população. Sem dar satisfação nenhuma para quem quer que seja.

Controlando a exposição do país ao mundo, controlando os meios de comunicação, erradicando vozes opositoras (germe da cultura do cancelamento), e submetendo as demais nações a seu poderio econômico.

O mundo ocidental já tinha capacidade de gerar riqueza. Faltava a capacidade de controlar as pessoas.

Progressismo | Progressistas

O que se define como progressismo é exatamente o movimento que impõe mudanças abruptas das normas de comportamento das pessoas de todos os países.

Utilizam-se da retórica da evolução humana, do desenvolvimento tecnológico, da crise climática e da igualdade social como pretextos para impor parâmetros sociais que acabam por alimentar ainda mais a desigualdade social.

Amanham fortunas com a venda de carros e aviões, depois colocam uma adolescente te xingando e perguntando “como vocês ousam”?

Primeiro dividem as pessoas entre brancos e negros, gays e héteros, gordos e magros e depois convencem os menos numerosos ou historicamente menos favorecidos de que eles são vítimas diretas de suas contrapartes.

Ninguém questiona, porém, que os padrões de beleza e comportamento do ocidente foi cuidadosamente moldado exatamente por aqueles que agora querem desqualificá-los.

Em Hollywood, atriz bonita era magra. Na Globo, a mulher negra era a empregada da senhora rica. Modelos da Revista Vogue, magérrimas. Miss Brasil, magrinha. Tiazinha e Feiticeira, do Luciano Huck, “gostosas”.

Atualmente, as pessoas que não correspondem aos padrões são convencidas de que são vítimas dos modelos impostos por eles mesmos!

E adivinha quem irá se sacrificar e assumir cargos nos governos para proteger as vítimas? Eles mesmos!

Desta forma, colocam pessoas contra pessoas, pessoas contra empresas, grupos contra grupos, homens contra mulheres. E enquanto uns brigam com os outros, o inimigo real comum, a classe dominante, brinca de marionetes.

O progressismo, então, passa a ser o braço ideológico do globalismo.

Controle de vozes dissonantes, cancelamento do debate, morte pública de quem defende o contrário.

Censuram seu Facebook, derrubam seu canal do Youtube, sua conta do Twitter e até esquecem quem foi o último presidente dos Estados Unidos da América.

E dizem que fazem isso para seu bem. Pela sua vida. Pela sua saúde e pela sua liberdade.

E chamam este totalitarismo de “democracia“, enquanto implantam um sistema comunista de controle social.

Comunismo | Comunistas

Após a queda da União Soviética, o comunismo não poderia mais ser implementado às claras, com este nome em todos os países. Perderam na guerra de narrativas e saíram como os bandidos.

Mas não foram derrotados de fato, apenas na forma.

Criando o globalismo, assumem controle sobre as nações de uma forma supranacional e supraconstitucional.

Cooptando o liberalismo, encheram os bolsos e foram implementando os controles sociais localmente, tomando o poder nos bastidores da sociedade (universidades, classes artísticas, jornais, TVs, ONGs, serviço público, etc).

Liberalismo Econômico | Liberais Isentões

O Liberalismo é um movimento econômico, que tem a ideia do livre mercado, livre capitalismo e pouquíssima influência do Estado nesta atividade.

Em verdade, o liberalismo não liga para ideologias, são os “isentões” do pedaço. Mas sabem ganhar dinheiro.

Um dos problemas do liberalismo puro é que ele não estimula interesses humanos se não derem lucro. Se a cultura não der lucro, não tem dinheiro para a cultura. Os artistas dependerão de auxílios do Estado ou de doações particulares, como nos EUA.

Esta falta de uma visão social do liberalismo torna-o presa fácil para as forças ideológicas. E com a propaganda comunista se aprimorando há mais de 120 anos, o liberalismo acabou sendo o braço do dinheiro do comunismo.

O susto dos globalistas foi exatamente a cooptação do liberalismo econômico pelo conservadorismo, baseado em valores como pátria, religiosidade, liberdades individuais e direito natural.

Desta forma, o movimento agora é o de destruir o movimento conservador antes que seja tarde demais.

Através do progressismo, querem impor uma revolução nos usos e costumes, que vem a ser conhecida como “guerra cultural”.

A questão, agora, é se ainda estamos em tempo de parar este movimento.

Nos próximos artigos, vamos aprofundar sobre cada um dos conceitos de maneira um pouco mais detalhada e entenderemos como este conjunto de coisas influencia nossas vidas.

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2 thoughts on “Série Dinheiro e Poder: Globalistas, Progressistas, Liberais, Comunistas.

  1. Tudo tem um começo na vida. Se não é começo é recomeço. E assim surge o porphirio.com começando com a energia do César Novais Cremonesi que entende muito de recomeçar. Esse eu conheço! Parabéns e muito sucesso com suas pesquisas e inspiração própria.

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Sobre o Autor

César Cremonesi é engenheiro, empreendedor, consultor de negócios e aluno de Olavo de Carvalho. Fundador da Porphirio, cujo propósito é o de levar conscientização política para a sociedade, com pensamento de direita, que trata os conceitos a partir de sua relação com a estrutura da realidade. Conservador, apoiador de Bolsonaro e dos Valores Permanentes do brasileiro.