PORPHIRIO – O Brasil e o Mundo à Luz dos Fatos

Sejam bem vindos.

É com prazer que lhes apresento a Porphirio, minha iniciativa pessoal de abertura de um novo canal dedicado à opinião do conservadorismo no Brasil e no mundo.

Ao longo dos últimos meses, tenho percebido a crescente indignação do brasileiro típico com o estado de coisas no Brasil.

Com as políticas de enfrentamento da pandemia por parte dos governadores e prefeitos, com as narrativas imaginárias impostas pela mídia, com o politicamente correto. Dos meus colegas de tênis aos motoboys que passam por aqui. De grandes e pequenos empresários a frentistas de postos de gasolina.

De forma muito análoga, também sou testemunha desta indignação entre pessoas dos mais diversos países, através das redes sociais e de conhecidos residentes no exterior.

São pessoas, cujas vozes estão sendo ouvidas em seus pequenos círculos sociais, que não adquirem um uníssono em lugar qualquer.

Cujos valores, usos e costumes não têm eco na grande imprensa e, pelo contrário, são atacados sob a forma velada de um progressismo, como sinônimo de ideias que promovem a evolução de uma sociedade, antagonizando-se assim, a um imaginário conservadorismo reacionário e retrógrado.

A Porphirio propõe-se como um canal de pensamento, estudo, debate e opinião sobre o estado das coisas no Brasil e no Mundo, a partir de um ponto-de-vista alinhado com as tradições, usos e costumes do Brasileiro típico, conservador, cristão, assim como dos cidadãos de outros países que compartilhem com esta visão de mundo.

Neste momento, não há a proposição de ser um canal de notícias diário.

Base de Pensamento

A base de pensamento da Porphirio está na busca por entendimentos dos momentos social, econômico e políticos do Brasil e do mundo à luz dos fatos, da realidade como ela se apresenta.

No melhor de minhas capacidades intelectuais e daqueles que, porventura, venham a se associar à Porphirio, estabelece-se aqui o compromisso com a manutenção de uma âncora na realidade dos fatos para questionar e pensar sobre as coisas do mundo.

Nem todas as questões terão respostas agora, algumas nunca.

Em paralelo, a Porphirio tem o compromisso de se contrapor de forma incisiva ao que se apresenta hoje como agendas globalistas, progressistas, marxistas, comunistas (e outras que, ainda que sob outras denominações, demonstrem apoio ou omissão à contraposição destas agendas) nos pontos em que impõem mudanças radicais nos valores e costumes, desobediência à tradição cristã, com fechamento do debate e proibição da livre manifestação de ideias e censura prévia.

Público-Alvo

Nos últimos cinco anos, um movimento espontâneo de recusa de agendas globalistas, progressistas e afins (por que não apenas comunismo marxista) espalhou-se pelo mundo, sendo sua face mais aparente, a eleição de Donald J. Trump em 2016 nos Estados Unidos da América e de Jair M. Bolsonaro no Brasil em 2018.

Desde a eleição do presidente americano, uma resposta violentíssima instalou-se com objetivo de estancar a onda entendida como “conservadora”, o que não evitou a eleição do presidente brasileiro e de alguns outros presidentes de países europeus.

O aparecimento do coronavírus surge em 2020 é utilizado como o base de apoio para a instalação de narrativas midiáticas, embasadas em autoridades globais de saúde, narrativas que, por sua vez, serviram como base de apoio para a instalação de um modelo de combate à chamada pandemia imposto de forma autoritária, isto é, através da supressão de direitos em nome da “saúde” e da “vida”.

Chamo então de “brasileiro típico” (associado a cidadãos de outros países) o cidadão brasileiro comum, que está manifestamente indignado com este estado de coisas, sendo ele, das mais diversas classes sociais, o público a quem as ideias da Porphirio se destinam. Comprometo-me à busca constante pela manutenção de uma linguagem acessível ao público, mas mantendo um nível de sofisticação formal, que transmita minha capacidade intelectual de me contrapor ao que quero e a defender o que desejo com credibilidade.

Marca

A marca Porphirio foi criada com base em um antigo desejo meu e alinha-se perfeitamente como marca, no sentido de marketing, ao relacionar-se com o imaginário popular com algo tradicional, talvez até “antigo demais” e que nos remete aos nossos antepassados, que foram as fontes de ensinamento das tradições, usos e costumes que nortearam o comportamento de gerações até o dia de hoje.

Há muitos anos cultivo o desejo de honrar meu já falecido avô, Porphírio Cardozo Novaes, cuja vida foi marcada pela devoção ao catolicismo, à caridade e assistência aos pobres e pela transmissão de valores católicos e de tradições conservadores para a geração seguinte, chegando já até a minha e estendendo-se a mais duas gerações depois da minha.

Porphirio Cardozo Novaes, nascido em 1901, pai de 8 filhos, foi notório alfaiate na cidade de Campinas até seu falecimento em 1963. Era o alfaiate dos mais notórios médicos da cidade, dali tirava o sustento de sua família, a criação e formação de seus filho.

Desde tenra infância até os dias de hoje, já nos meus 47 anos de vida, minha mãe transmite seus valores e ensinamentos muitas vezes remetendo-se à fatos, histórias, frases e ensinamentos de seu pai, o “Seo” Porphírio.

Esta transmissão de valores através das gerações e dentro dos núcleos familiares é que eu denominaria como uma “tradição”.

Por extensão, a manutenção desta tradição acaba por conservar um conjunto de valores, usos e costumes, talvez daí o termo “conservador”.

Estes ensinamentos passados através de gerações mantêm-se intactos em seus aspectos mais profundos e fundamentais, com base em uma tradição católica, mas não engessam a adaptação de valores mais superficiais às mudanças advindas com a própria evolução da sociedade, a partir do desenvolvimento do conhecimento, da ciência, da tecnologia e dos meios de comunicação.

O conservador, portanto, prende-se aos seus valores mais fundamentais enquanto ao mesmo tempo evolui em valores mais superficiais e, assim, a sociedade como um todo se transforma de forma gradativa, com novos valores sendo incorporados ao comportamento na medida em que são testados no mundo real e não conflitam com os valores mais fundamentais.

Em um exemplo simplório, o brasileiro reza, vai à missa e não rouba e mata pois assim lhe foi ensinado. Ainda assim, este mesmo brasileiro não usa mais chapéu e gravata borboleta nos lugares públicos, como era uso e costume em 1920. A marca Porphirio, com o chapéu e a gravata borboleta, tem este propósito de resgatar simbolicamente a “fonte” de nossas tradições, valores, usos e costumes. No meu caso, o meu avô, cujos ensinamentos transcenderam sua existência física e chegaram até mim através de minha mãe.

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2 thoughts on “PORPHIRIO – O Brasil e o Mundo à Luz dos Fatos

  1. Apenas gostaria de deixar registrado aqui meu apreço aoPORPHIRIO – . O acompanho há muito tempo já e para mim é referência de informação e de aprofundamento dos assuntos atuais. Gosto muito das entrevistas , César Cremonese muito simpático, culto e grande entrevistador. Nada como a experiência de anos e anos sendo testemunha ativa e crítica das transformações do mundo. Todo meu respeito a ele. Agradeço por tudo que já publicaram, que para mim foram estímulos para me tornar um adulto que busca desenvolver o intelecto e o pensamento crítico.

    1. Agradeço profundamente as palavras. É um esforço que já se justificaria se apenas uma pessoa lesse. Nós temos a capacidade de agir e contribuir sim, dentro de nossas habilidades apenas. Faço com prazer e espero que, ao final e ao cabo de tudo isso e com todo o conteúdo acumulado, minha filha, hoje com 11 anos, saiba pelo quê seu pai lutou, um dia.

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Sobre o Autor

César Cremonesi é engenheiro, empreendedor, consultor de negócios e aluno de Olavo de Carvalho. Fundador da Porphirio, cujo propósito é o de levar conscientização política para a sociedade, com pensamento de direita, que trata os conceitos a partir de sua relação com a estrutura da realidade. Conservador, apoiador de Bolsonaro e dos Valores Permanentes do brasileiro.