Os R$ 3,8 bilhões da Lei Paulo Gustavo: Se passou, aproprie-se deles

O Senado aprovou a Lei Paulo Gustavo, que destina R$ 3,8 bilhões de reais para a cultura. Este recurso pode e deve ser utilizado pelos Conservadores.

A aprovação da lei disparou uma série de críticas da direita brasileira, que gostaria de ver estes recursos destinados às necessidades mais básicas da população, que continuam desatendidas, como saúde, educação, segurança e saneamento básico.

Entretanto, a lei foi aprovada e, caso seja sancionada pelo Presidente Bolsonaro, os recursos estarão disponíveis, à revelia do que a militância digital pensa ou escreve.

Olavo de Carvalho fala da guerra cultural, mas a direita brasileira não faz a melhor ideia do que isso significa.

Imagina que militância em redes sociais será capaz de suplantar o poder cultural do teatro, da TV, da música e de outros meios culturais – estes sim – que deveriam ser ocupados, de acordo com o professor.

Lei Paulo Gustavo como Oportunidade para os Conservadores

Os R$ 3,8 bilhões serão destinados para estados e municípios, que deverão utilizá-los para a recuperação do setor cultural, um dos mais atingidos pelas políticas irracionais de fechamento da economia para o combate à pandemia de 2020, especialmente as empurradas no estado de São Paulo pelo governador João Dória.

Por outro lado, há inúmeros artistas locais que precisam “se virar” para viver de sua arte ou então a praticam em horas vagas, buscando seus sustentos com empregos na economia tradicional.

Aqui em Campinas, por exemplo, musicistas participam de grupos de igrejas evangélicas para poderem satisfazer suas paixões pela música ao mesmo tempo que abrilhantam os cultos.

São violinistas, saxofonistas, violonistas, pianistas e músicos dos mais variados instrumentos que poderiam se beneficiar de um Projeto Cultural sólido que lhes dessem seus sustentos e lhes permitissem estudar, ensaiar e apresentar as mais diversas obras da música clássica, popular, brasileira e internacional.

Por que não grandes festivais com dez ou quinze bandas, com exibições em 30 cidades espalhadas pelo país?

Não só com a música, por que não o desenvolvimento de projetos de teatro com base em literaturas selecionadas, que possam ser reproduzidas na forma cênica? Os conservadores não têm obras nas quais poderiam basear-se?

Ou artes plásticas temáticas, projetos audiovisuais, dança, canto.

A apropriação destes meios culturais é de fundamental importância para a luta contra a imposição ideológica da esquerda comunista no Brasil.

Aliás, os projetos nem precisam se dizer conservadores ou imputarem a si mesmos qualquer rótulos. As obras em si é que passarão para a audiência o que se quer que seja passado. Nenhuma novela da Globo ou música jamais de autodeclarou “comunista” ou “Gramcista”. Simplesmente fizeram.

Os conservadores devem arregaçar as mangas e partir para a apropriação de recursos destinados enquanto houver disponível. Em paralelo, se julgam o correto, trabalhar na esfera legislativa para que os recursos – no futuro – passem a ser destinados para outras necessidades da sociedade.

César Cremonesi

Porphirio.com - Artigos da Direita Brasileira
Porphirio.com – Artigos da Direita Brasileira
Please follow and like us:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre o Autor

César Cremonesi é engenheiro, empreendedor, consultor de negócios e aluno de Olavo de Carvalho. Fundador da Porphirio, cujo propósito é o de levar conscientização política para a sociedade, com pensamento de direita, que trata os conceitos a partir de sua relação com a estrutura da realidade. Conservador, apoiador de Bolsonaro e dos Valores Permanentes do brasileiro.