OMS: “Saúde é um estado de bem-estar físico, mental e social”

A constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”.

O Conceito de Saúde

Um dos conceitos tidos como universalmente conhecido sem sê-lo é o da saúde.

Embora muitas pessoas ainda associem saúde como a ausência de uma doença física, o conceito de saúde abrange “bem estar físico, mental/emocional e social” de uma pessoa.

Isto é tão verdadeiro que a constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”.

E complementam,

“uma implicação importante dessa definição é que a saúde mental é mais do que a ausência de transtornos mentais ou deficiências.

A saúde mental é um estado de bem-estar no qual um indivíduo realiza suas próprias habilidades, pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e é capaz de fazer contribuições à sua comunidade.

Saúde mental e bem-estar são fundamentais para nossa capacidade coletiva e individual, como seres humanos, para pensar, nos emocionar, interagir uns com os outros e ganhar e aproveitar a vida. Nesta base, a promoção, proteção e restauração da saúde mental podem ser consideradas como uma preocupação vital dos indivíduos, comunidades e sociedades em todo o mundo.”

Trecho da Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS)
Photo by bady abbas on Unsplash

Sendo assim, uma pessoa sob mal estar emocional não está bem de saúde, embora aos olhos de outras pessoas possa estar de “frescura”.

Na medida em que você submete as pessoas às mais diversas pressões psicológicas e emocionais em nome da manutenção de sua saúde física imediata, você a condena a outras doenças que, no médio e longo prazos, podem ter efeitos ainda mais devastadores a elas mesmas.

Segundo o Conselho Federal de Farmácia, houve um aumento de 14% na venda de medicamentos psiquiátricos durante a pandemia.

Cabe a observação de que há uma correlação direta entre o consumo destes medicamentos com a tentativa do cometimento de suicídios. Ainda segundo o CFF,

“(…)a preocupação com o aumento das vendas de medicamentos psiquiátricos é reforçada por outros dados estatísticos, relativos às intoxicações no Brasil. Uma pesquisa feita sobre INTOXICAÇÃO EXÓGENA (…) mostra que os medicamentos continuam sendo o principal agente de intoxicação no país, com 23.794 casos notificados. O mais grave é que as pessoas têm se intoxicado com medicamentos, em sua maioria, na tentativa de se matar.”

Conselho Federal de Farmácia

Quando há pessoas que tiram a própria a vida tendo políticas públicas que pretendem salvar vidas como um dos fatores contribuintes, então chegamos a um estado de coisa realmente impensável.

Sob este entendimento mais amplo do que a saúde significa, as atividades essenciais passam a ser absolutamente todas as atividades que você julga essenciais para a manutenção do seu bem estar físico, mental e emocional.

Seu trabalho, seu escritório, suas aulas, seus alunos, a interação com colegas de trabalho, sua academia, seu barzinho, suas viagens. Você é quem deve decidir o que é essencial para a manutenção de sua saúde.

Se julgar melhor proteger-se e abdicar de algumas atividades para diminuir seu risco de contaminação, ótimo. Perfeito.

Foi exatamente o que eu fiz em 2019, quando tive de me expor um pouco excessivamente a ambientes hospitalares acompanhando minha mãe em um tratamento. Lavava as mãos com mais frequência, utilizava álcool gel e evitava ficar perto de muitas pessoas nestes ambientes. Nunca me foi sugerido utilizar máscara. Nem dentro de hospitais e prontos-socorros.

Coisas que aprendemos com a H1N1, mas que deixaram de valer em 2020.

Não há aqui qualquer tentativa de minimizar o potencial de prejuízo à saúde pelo coronavirus. Mas a supressão de liberdades individuais como “tratamento de saúde pública” certamente não é a maneira que me parece a mais adequada para a realização do combate ao vírus.

O estabelecimento de um ambiente de autoritarismo será extremamente danoso para as sociedades a partir de pouco tempo.

“Ando tendo insônia. Não sei por quê”

Photo by Sasha Freemind on Unsplash

Esta é uma frase que já ouvi de várias pessoas que conheço. Todas elas não associam a insônia com ansiedade, pois não se sentem particularmente ansiosas.

A ansiedade, porém, se manifesta de maneira sorrateira em nossas mentes. Por mais que estejamos fazendo alguma atividade que nos distraia ou que não estejamos sentindo um risco ou perigo imediato, sempre há aquele fundo de pensamento que está ligado todo o tempo em algum assunto.

Seja uma preocupação de perder o emprego, os boletos da semana que vem, alguma preocupação aparentemente inexplicável.

Este estado de ansiedade é alimentado diretamente pelo volume de coisas preocupantes que você enfrenta ou poderá a enfrentar. E a televisão falando apenas de doenças e mortes nas últimas 8.760 horas certamente contribui para um estado de ansiedade generalizado entre as pessoas.

O momento em que você já percebe este estado de ansiedade com sintomas físicos claros (batimento cardíaco, sensação de medo), você já entrou na esfera do pânico e, se não se cuidar, a coisa desanda mesmo.

Mas eu sou um “especialista” em doenças psiquiátricas?

A resposta é não.

Eu sou apenas um singelo sobrevivente de uma grave depressão, sofrida entre os anos de 2013 e 2016.

Foto principal: Kats Weil on Unsplash

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Sobre o Autor

César Cremonesi é engenheiro, empreendedor, consultor de negócios e aluno de Olavo de Carvalho. Fundador da Porphirio, cujo propósito é o de levar conscientização política para a sociedade, com pensamento de direita, que trata os conceitos a partir de sua relação com a estrutura da realidade. Conservador, apoiador de Bolsonaro e dos Valores Permanentes do brasileiro.