Michel Temer, o “Pacificador”

Já há algumas semanas o ex-presidente Michel Temer discorre publicamente sobre a necessidade de que o próximo presidente seja um pacificador.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Temer declarou que “o vencedor da próxima eleição para o Palácio do Planalto terá de pacificar e reconstruir o Brasil.

O uso da palavra “pacificação” é extremamente calculado. Primeiramente passa a ideia de que há uma guerra a ser solucionada, o que é verdade. Por outro lado, o termo é obviamente de aceitação de todas as pessoas, afinal, quem não deseja a “paz” em qualquer instância da vida?

Ao aparecer com este discurso, Michel Temer testa seu nome como o próprio pacificador. Oras, já atuou como um no almoço de 9 de setembro, após as grandes manifestações pela Liberdade. Pacificou Bolsonaro com o Ministro Alexandre de Moraes do STF e derreteu por completo o maior movimento de apoio popular da história do Brasil.

A pedido do Presidente Bolsonaro, Temer foi o representante do Brasil na missão humanitária brasileira de ajuda ao Líbano, no evento da uma explosão na área portuária de Beirute destruiu quase metade da cidade, deixando 171 mortos, mais de 6 mil feridos e 300 mil desabrigados.

Temer e o Cenário político para o pacificador 

Michel Temer é uma forte e antiga liderança política no país. Circula em todos os meios, todos os partidos e é respeitado pela imprensa.

Seu envolvimento em casos de corrupção e até sua prisão em público no meio da rua parecem não terem deixado sequer um arranhão em sua imagem.

No ambiente de caos econômico, crise sanitária infindável e forte avanço do ativismo judicial no Brasil, uma “pacificação” obviamente é algo desejável. A questão que fica é: a que custo?

Um cenário que vem sendo discutido no ambiente político e o do possível impedimento das candidaturas tanto de Bolsonaro, quanto de Lula – por via judicial, claro. Este impedimento passaria a imagem de arrefecimento da polarização do país e abriria as portas para a chegada de um “sábio ancião”, como Michel Temer, para apaziguar as coisas e pessoas.

Ainda que não saia candidato à presidência, Michel Temer deverá concorrer – e será eleito – a deputado federal, o que pode culminar em sua ida à presidência da casa e, por fim, tornar-se-á o terceiro na linha de sucessão da presidência.

Minha opinião pessoal, já largamente publicada é de que Bolsonaro será impedido de participar das eleições de 2022, por algum ato do STF. Há inúmeros cercos armados em torno do presidente (pedidos de impeachment, inquérito de fake news, inquérito CPI Covid, CPI fake news).

No momento oportuno, nada impedirá uma grande “canetada” do STF ou TSE inviabilizando a participação de Bolsonaro nas urnas de 2022. E não haverá manifestações populares que impeçam isso.

Como venho dizendo há algum tempo, se eu fosse os inimigos de Bolsonaro, com as armas e motivos que eles têm, eu não deixaria Bolsonaro chegar às urnas.

César Cremonesi

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Sobre o Autor

César Cremonesi é engenheiro, empreendedor, consultor de negócios e aluno de Olavo de Carvalho. Fundador da Porphirio, cujo propósito é o de levar conscientização política para a sociedade, com pensamento de direita, que trata os conceitos a partir de sua relação com a estrutura da realidade. Conservador, apoiador de Bolsonaro e dos Valores Permanentes do brasileiro.