Governo Dória Ultrapassa 150.000 Mortes por Covid-19

Sob governo de João Dória, o Estado de São Paulo ultrapassou a marca de 150.000 mortes, apesar de todas as medidas de restrição e lockdowns promovidas ao longo de 19 meses.

Há apenas 6 meses, São Paulo registrava 80.000 mortes, deixando clara a carnificina a que o povo paulista estava submetido.

A administração de João Dória é marcada pelo astronômico fracasso no combate à pandemia do coronavirus, que foi pautado por uma mistura de interesses públicos, políticos, eleitorais e financeiros.

Com população comparável, a Espanha registrou 86.415 mortes (42,4% a menos). O Iraque registrou apenas 22.260 mortes, todos de acordo com dados oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Lockdowns, Falências, Desemprego, Miami e Festas

Desde o início da pandemia, em março de 2020, João Dória se posicionou de forma agressiva contra o presidente Bolsonaro e impôs restrições de funcionamento da economia extremamente severas.

Em paralelo, uma sombra de suspeitas pairou sobre a construção de hospitais de campanha com o propósito de aumentar a capacidade de atendimento do SUS. Muitos deles sequer foram ativados e em setembro de 2020, poucos meses antes das eleições municipais, o estado de São Paulo já havia fechado todos.

Bruno Covas foi eleito prefeito de São Paulo, a frente de Guilherme Boulos, e a festa de comemoração do PSDB, regada a muita aglomeração, chamou a atenção até da própria imprensa militante pró-virus / anti-sociedade.

Veja imagens da derrota de Boulos e da vitória de Covas nas eleições para  Prefeitura de São Paulo | Eleições 2020 em São Paulo | G1
Festa de comemoração de Bruno Covas e João Dória

Após as eleições, com a vitória de Bruno Covas em São Paulo, João Dória voltou a impor restrições em fase amarela.

Já, às vésperas das comemorações de Natal e Ano Novo, João Dória impôs a fase vermelha, com fechamento da economia. Dois dias antes do Natal, Dória é flagrado desembarcando em Miami, para aproveitar o que imaginava ser um descanso merecido, enquanto a população sob seu comando era trancada em casa.

Em uma das imagens captadas, Dória encontra-se dentro de uma loja em Miami, sem utilizar máscara.

Doria atrapalhado e sem máscara em Miami | aGazeta Bahia
João Dória em Miamiàs vésperas do Natal de 2020

Já em 7 de junho, Dória é novamente flagrado aproveitando sua dolce vita no Rio de Janeiro, numa das imagens mais deploráveis de toda sua administração. Um verdadeiro e completo desdém e descaso com a situação em que o povo paulista vivia no momento.

Doria é criticado pelo clã Bolsonaro após ser flagrado em piscina, sem  máscara, no Rio de Janeiro
João Dória no Rio de Janeiro em junho de 2020, sem máscara.

Mortes, falências, desemprego, aumento de impostos e inflação

O povo paulista não questionou quaisquer das medidas impostas pelo governo de São Paulo, amparadas, segundo Dória, nas recomendações de seu Comitê de Contingência do COVID-19, composto por 20 supostos especialistas em pandemias.

Ainda assim, São Paulo é o estado com maior número de vítimas fatais.

Com o espírito do “fique em casa, a economia a gente vê depois”, São Paulo agora vive uma crise econômica sem precedentes, com o fechamento de 12 mil bares e restaurantes e outras 20 mil lojas por todo o estado.

As falências generalizadas causaram desemprego e a já conhecida “uberização da economia”, fenômeno em que pessoas desempregadas passaram a tentar ganhar suas vidas trabalhando com a Uber, em meio a uma situação de baixa mobilidade sociail.

A venda de “marmitex” também foi uma das soluções encontradas pelos desamparados da pandemia, já que a alimentação fora de casa foi cessada com o fechamento dos bares e restaurantes.

Ainda em meio à pandemia, João Dória aprovou aumentos indiscriminados do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e até o desconto previdenciário de aposentados do serviço público estadual.

As consequências do conjunto de todas as medidas são vistas nos postos de gasolina, com o combustível custando R$ 5,79 por litro (em Campinas – SP) e nos supermercados, com aumento generalizado de preços de todos os itens de alimentação, higiene e limpeza.

Dória Presidente?

Doria convida Maia e Rodrigo Garcia para se filiarem ao PSDB - Jornal O  Globo

A desfaçatez com que o governador de São Paulo age chega a espantar.

Em 2021, chamou o não menos odiado Rodrigo Maia para compor sua equipe e já prepara sua campanha para as prévias do PSDB, marcadas para novembro próximo. Sim, Dória acredita que, após esta formidável demonstração de incompetência e descaso, ele pode ser um bom presidente da república.

Ainda em meio à pandemia, Dória aprovou um aumento de 69% nos gastos de publicidade do Estado de São Paulo, que saltaram para ASTRONÔMICOS R$ 153 milhões de reais.

Não menos sorrateiro é seu ainda desconhecido vice-governador Rodrigo Garcia, que já viaja pelo interior paulista em busca de composições políticas para apoio às eleições para o governo do estado em 2022.

Desfaçatez em nível máximo é o vice de Dória acreditar que poderá ser um bom governador em São Paulo, na esteira do desastre causado por seu titular.

Se não por outros motivos, Rodrigo Garcia deve ficar conhecido exatamente pelo que não fez: em momento algum da pandemia ouviu-se falar seu nome. Sua presença foi escondida exatamente pelos motivos eleitorais que hoje se demonstram.

Em comparação, por exemplo, o vice-presidente General Mourão não se furtou em trabalhar ativamente pelo governo federal, especialmente em missões na Amazônia.

E nem vou tocar no assunto da polêmica Coronavac, enquanto o período de testes avança. Mais a frente teremos números de eficácia, segurança, afeitos adversos e número de mortos vacinados.

São Paulo irá se livrar da pior administração de todos os tempos em 2022. Mas o que virá? Geraldo Alckmin já articula com Gilberto Kassab e Paulo Skaf, enquanto o nome mais falado da esquerda no estado é o de Guilherme Boulos.

Abraham Weintraub, ex-Ministro da Educação, caiu no gosto do paulista como a alternativa de combate ao sistema, que já dura 30 anos em São Paulo. De perfil combativo e voltado à Gestão, Weintraub reúne as qualidades necessárias para se fazer, em São Paulo, o que precisa ser feito: a faxina nos privilégios, desperdícios, gastos exacerbados e corrupção.

Tive o prazer de entrevistá-lo ao vivo em agosto, ocasião em que discutimos alternativas para São Paulo em saúde, segurança pública, educação entre outras.

A todas as pessoas que, como eu, perderam parentes e amigos nesta pandemia, fica minha solidariedade.

César Cremonesi

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Sobre o Autor

César Cremonesi é engenheiro, empreendedor, consultor de negócios e aluno de Olavo de Carvalho. Fundador da Porphirio, cujo propósito é o de levar conscientização política para a sociedade, com pensamento de direita, que trata os conceitos a partir de sua relação com a estrutura da realidade. Conservador, apoiador de Bolsonaro e dos Valores Permanentes do brasileiro.