“Pai da Urna Eletrônica” sai, PF atrás de Toffoli. O “Eu Autorizo” em ação?

Giuseppe Janino, tido como o “pai” da urna eletrônica, deixou o cargo no TSE a pedido. Esta saída ocorre em paralelo com a Polícia Federal no encalço de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não será mais o Presidente do TSE para as Eleições de 2022.

Todos estes acontecimentos tiveram pouquíssima repercussão na imprensa. Eu mesmo fiquei sabendo de detalhes no Boletim da Noite de ontem (11) do Terça Livre. Assista ao trecho (48:43) aqui.

“Eu Autorizo” em Ação?

Em meu vídeo de 4 de maio último, apenas 3 dias após 25 milhões de brasileiros irem às ruas com o lema “Eu Autorizo”, eu analiso uma possibilidade de ação por parte do governo federal e até das Forças Armadas. Uma espécie de “intervenção branca”, realizada nos bastidores, a fim de obter a rendição (ou no mínimo uma trégua) por parte do STF.

Ações de ruptura institucional, como uma intervenção militar, não são as únicas opções no embate político no país. Ações longe dos holofotes normalmente encantam, também, aqueles que visivelmente perderam a batalha: a guerra suja declarada contra o Presidente Bolsonaro e seus apoiadores foi perdida em 1º de maio, com as manifestações a favor de Bolsonaro.

Na mesma linha, pesquisas de intenção de voto, mostram ampla vantagem do presidente para as eleições de 2022. Em resumo, STF em conluio com a grande imprensa e governadores da esquerda ideológica não conseguiram minar a popularidade do presidente.

Com popularidade em alta, um pedido de impeachment sem crime claro não se justifica.

Giuseppe Janino sai de cena discretamente

Além de “pai” da urna, Giuseppe Janino ocupava o comando da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no qual atuava já havia 25 anos. Esta saída coincide com a crescente onda popular exigindo o Voto Auditável, que deverá ser colocado em pauta no Congresso ainda neste ano.

Qualquer assunto que se relacionasse com atualizações ou modificações das urnas eletrônicas passava, necessariamente, por Janino. Parece pouco?

Segundo o próprio Joseph Stalin, assassino comunista Russo, “quem vota e como vota não conta nada; quem conta os votos é que realmente importa.”. Janino era a pessoa por trás da contagem dos votos.

Fachin Presidirá o TSE em 2022

Outra notícia que me surpreendeu foi a condução do Ministro Edson Fachin (STF) para a presidência do TSE em 2022, contra o entendimento corrente de que Alexandre de Moraes ocuparia o cargo.

Não que o petista Fachin seja a melhor opção para o Brasil, mas Alexandre de Moraes é certamente o ministro mais cruel quando o assunto é o rasgar de artigos constitucionais em desfavor do Presidente Bolsonaro e de seus apoiadores.

Entre as “obras” inconstitucionais relevantes de Alexandre de Moraes, destacam-se:

  • A intervenção no poder executivo impedindo a nomeação de Alexandre Ramagem para a Superintendência da Polícia Federal, por indicação de Bolsonaro
  • Condução do inquérito 4781, o chamado “inquérito das fake news”, que rendeu buscas e apreensões ilegais nas casas e empresas de diversos apoiadores do presidente
    • Este inquérito foi apelidado de “inquérito do fim do mundo” pelo próprio decano do STF, Ministro Marco Aurélio Mello, por tratar-se de um inquérito em que a vítima, o investigador, o promotor e o juiz são a mesma pessoa.
  • Prisão ilegal do Deputado Federal Daniel Silveira por vídeo publicado no YouTube. Em tom realmente ofensivo, o deputado fez duras críticas ao STF, porém sua culpabilidade é de responsabilidade da Câmara dos Deputados e não do STF.
  • Prisão do jornalista Oswaldo Eustáquio, que saiu paraplégico da prisão
  • Prisão da militante Sarah Winter por suposta “ameaça” ao STF após soltar fogos de artifício em área próxima ao tribunal

Qualquer pessoa minimamente instruída conclui que, na posição de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral em ano de eleições presidenciais, Alexandre de Moraes representaria um perigo ao próprio pleito, afinal ele não enxerga freios em quaisquer dos artigos da Constituição Federal.

Polícia Federal Pede Inquérito contra Dias Toffoli

Outro desenvolvimento paralelo, foi o pedido da Polícia Federal para que o STF abra inquérito contra o Ministro Dias Toffoli, delatado pelo ex-governador e corrupto serial Sérgio Cabral.

Trata-se de suposto envolvimento de Dias Toffoli em vendas de sentenças no estado do Rio de Janeiro. O pedido foi recebido por Edson Fachin, que o encaminhou para a Procuradoria Geral da República (PGR) para manifestação.

Todos estes movimentos, aparentemente sem correlação entre si, acontecem 10 dias após a grande manifestação do Dia do Trabalho e pode indicar mudanças no estados de coisas no Brasil. Fiquemos atentos aos próximos movimentos.

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Sobre o Autor

César Cremonesi é engenheiro, empreendedor, consultor de negócios e aluno de Olavo de Carvalho. Fundador da Porphirio, cujo propósito é o de levar conscientização política para a sociedade, com pensamento de direita, que trata os conceitos a partir de sua relação com a estrutura da realidade. Conservador, apoiador de Bolsonaro e dos Valores Permanentes do brasileiro.