A Direita Brasileira Reage à Esquerda Ideológica

O crescimento da Direita no Brasil se deu pela forte rejeição às agendas de esquerda, como o aborto, a ideologia de gênero, a corrupção e a destruição da economia do Brasil.

Sem uma base ideológica formalmente teorizada, como o comunismo, a direita conservadora se pauta por valores morais, que norteiam seu pensamento. Valores que são passados de geração para geração e não impostos por uma elite ideológica que busca o rompimento abrupto do funcionamento da sociedade.

Estes valores permanentes é que estão presentes na Direita Política, uma instituição voltada à conscientização política e cidadania para as pessoas que querem o bem de suas famílias, de seus filhos e da sociedade.

O que é a “esquerda”?

Define-se como “esquerda” todas as correntes de pensamento que possuem no Marxismo / Comunismo, seu ponto de origem.

A esquerda mais declaradamente comunista é identificada facilmente no PT, no PSOL e no PC do B, este autodenominado Partido Comunista, portanto, sem “negacionismo” aqui.

Entretanto, com as sucessivas derrotas das estratégias comunistas, muitos deles optaram por uma fantasia mais “branda”, mais doce, digamos, para o convencimento da sociedade. Daí surgem tudo o que você conhece como “social”, “democrata”, “progressista”, “liberal”, e a composição deles em “social democrata”, “liberal progressista” e por aí em diante.

No Brasil a esquerda foi esperta o suficiente para se difundir em dezenas de partidos diferentes para tentarem te convencer de que você estaria escolhendo em opções diferentes.

O próprio Fernando Henrique Cardoso, do PSDB aparecia como opositor de Lula no passado, sem mencionar a antiga amizade que tinham quando mais jovens.

O conflito entre PT e PSDB que ressoava na sociedade – através da mídia – como um conflito entre Esquerda e Direita era, em verdade, apenas uma cortina de fumaça, de forma que não importasse qual você escolhesse, estaria votando em uma pessoa da “gangue comunista”.

Comunismo como base ideológica

A quase totalidade dos políticos e das pessoas que se identificam com a ideologia de esquerda não tem a mínima ideia de que suas ideias convergem diretamente ao pensamento de Karl Marx, o teórico do comunismo

Para Marx, a evolução do capitalismo aumentava o conflito entre trabalhadores e empregadores, gerava luta de classes e tudo isso seria solucionado através de uma “Revolução”, isto é, de uma abrupta mudança na estrutura das nações, como Estado passando a controlar tudo.

Após sucessivas derrotas das ideias de Marx, o comunismo foi se transformando, primeiro como a luta entre “nações oprimidas e nações imperialistas” e agora com o advento da chamada Dialética Negativa, teorizada por Theodor Adorno, da chamada Escola de Frankfurt.

É a implementação desta dialética negativa, para a qual, “tudo do capitalismo não presta”, que surgiram o “politicamente correto”, as “minorias oprimidas contra maiorias opressoras”, ideologia de gênero, agenda abortista, luta contra os cristãos e, por fim, o combate acintoso contra a família tradicional

O que é a “direita”?

A chamada direita tem origem atrelada ao conservadorismo. Ambas não são correntes ideológicas criadas ou teorizadas por filósofos para a implantação forçada de um tipo de sociedade.

As raízes do conservadorismo estão nas tradições judaica e cristãs, que remontam a mais de 5.000 anos e influenciaram o desenvolvimento de todas as nações ocidentais.

Já na Ásia, os fundamentos de sociedade vieram do Budismo e do Hinduísmo e, nos países árabes, do Islamismo.

Não faço qualquer julgamento sobre estas religiões, apenas me refiro às origens dos comportamentos destas sociedades.

O Brasil tornou-se um país majoritariamente cristão por influência da evangelização do país pelos portugueses.

E a sociedade brasileira, então, desenvolveu-se com base em valores cristãos permanentes: respeito às liberdades, à família, à tradição cristã em geral, de onde derivam várias leis do país, por exemplo, contra o roubo, o assassinato e qualquer cometimento de uma ação que acabe por prejudicar outra pessoa.

Com uma evolução gradual ao longo de séculos, as pessoas não se denominavam “de direita”, pois não havia um grupo de lunáticos querendo destruir tudo o que eles conheciam como a normalidade.

Atualmente, a ascensão da “direita conservadora” no Brasil nada mais é do que uma reação do cidadão comum às imposições das agendas esquerdistas, como:

  • Cerceamento das liberdades
  • Corrupção
  • Aumento de impostos
  • Criminalidade
  • Promoção do Conflito entre as pessoas
  • Politicamente Correto
  • Ditadura da Ciência
  • Fraude nas urnas

O que é o “isentão”?

O chamado “isentão” é aquele que se diz “nem de esquerda, nem de direita”. Perceba que isso simplesmente é impossível, pois a esquerda se impôs para combater a direita e a direita reagiu para impedir isso. Não sobrou “meio termo”.

De fato, os isentões ou o pessoal do dito Centrão, são aqueles que torcem pelo time que está ganhando, assim, nunca perdem.

O que os isentões não percebem é que ao se calarem no debate, eles estão favorecendo a agenda da esquerda, que justamente não quer ninguém debatendo.

Com o aumento do poder autoritário da esquerda no Brasil (João Dória, STF, Governadores petistas) é absolutamente FUNDAMENTAL que as pessoas que se oponham ao autoritarismo se posicionem claramente como pessoas de direita.

Neste posicionamento, a própria questão religiosa não se impõe, isto é, uma pessoa não precisa ser católica ou evangélica para ser uma pessoa que defende valores de direita, como liberdades individuais, empresa livre, livre manifestação de ideias, soberania nacional e assim por diante.

Liberalismo Econômico

É importante colocar aqui o papel do liberalismo econômico, que é muitas vezes confundido com uma “direita conservadora.

O liberalismo econômico é um conjunto de ideias que visa apenas estabelecer uma estrutura econômica livre de influência do Estado, com promoção da livre iniciativa, livre concorrência, meritocracia e diminuição do tamanho do Estado, principalmente através de privatizações e reformas administrativas.

Sendo assim, o Liberal não consegue atender expectativas de políticas públicas que atendam as outras áreas da cidadania, como saúde, segurança e educação, por exemplo.

O liberalismo, por fim, carece de uma fundamentação ideológica (ou seja um conjunto de ideias) que o complemente para então formar a base de uma corrente de administração pública completa.

Sendo assim, o liberalismo serve tanto à esquerda quanto à direita, na medida em que sua função neste teatro é apenas de “gerar riqueza” para as nações.

A esquerda concentra, então, esta riqueza para o aumento de seu próprio poder, enquanto a direita busca elevar o padrão de vida da sociedade através do crescimento econômico.

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César Cremonesi

Porphirio.com - Artigos da Direita Brasileira

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Sobre o Autor

César Cremonesi é engenheiro, empreendedor, consultor de negócios e aluno de Olavo de Carvalho. Fundador da Porphirio, cujo propósito é o de levar conscientização política para a sociedade, com pensamento de direita, que trata os conceitos a partir de sua relação com a estrutura da realidade. Conservador, apoiador de Bolsonaro e dos Valores Permanentes do brasileiro.